quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Onça, o Mustang nacional

A FNM pretendia honrar a tradição da marca Alfa Romeo em desenvolver parcerias com grandes designers, só que de forma totalmente nacional. Assim, na metade dos anos 60, com a parceria do designer Rino Malzoni nascia o Onça. O monobloco era emprestado do FNM 2000, com distância entre eixos encurtada e com carroceria em  plástico reforçado com fibra de vidro, como nos GT Malzoni. As linhas eram "super" inspiradas no Ford Mustang. Assim que a Alfa Romeo italiana  soube da iniciativa de sua "filial" brasileira, não gostou e ordenou que a produção e comercialização fossem suspensas.



FNM Onça

Eu tinha grande curiosidade em ver esse carro pessoalmente, o que aconteceu ano passado no encontro em  Águas de Lindóia. Como pouquíssimas unidades foram fabricadas, ver um carro desses restaurados é sempre uma grande motivação. Parabéns ao Ricardo Oppi, proprietário desse belo exemplar, aí embaixo.






Fonte: Memória sobre rodas - Fabio Steinbruch
Foto : Quatro Rodas

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Matador

Em novembro de 1949, a Tempo Werke, de Hamburg, Alemanha, lançava o Matador, um utilitário com o mesmo conceito da Kombi, com cabine avançada, e idêntico motor Volkswagen de 1,1 litro e 25 cv. Era o único veículo produzido na Europa com autorização da VW para o uso de sua mecânica.


                                                                 Tempo Matador 1951

O Matador fez sucesso em um mercado carente de utilitários para uma tonelada de carga. Teve versões furgão (inclusive uma de teto alto) e picape e chegou a ganhar volante à direita para exportação à Austrália, onde a Kombi ainda não havia chegado, entre 1950 e 1952. O chassi era exclusivo, separado da carroceria, com suspensões que usavam feixe de molas transversal à frente e duas molas helicoidais de cada lado na traseira.

O motor não ficava atrás, mas sim abaixo do banco inteiriço, que basculava à frente para o acesso à mecânica. A tração também era dianteira. Curioso era o tanque de combustível na frente, com bocal acessível por uma portinhola abaixo do duplo pára-brisa. O nome do carro se justificaria em uma colisão frontal...

O Matador foi produzido até 66, quando a Hanomag, até então proprietária da marca, vende suas ações para a Mercedes Benz, que passou a produzir o utilitário, agora com motor diesel e com o nome de  Mercedes L 206 D e L 306 D , conforme a capacidade de carga de uma ou duas toneladas.
Estas versões foram produzidas até 1978.



Fonte: Best Cars Web

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Caçador de Relíquias


Tenho acompanhado no History Channel domingo à noite, um programa bem legal sobre dois caras que compram e vendem antiguidades, desde latas de óleo, placas,  móveis , motos, bicicletas, bombas de gasolina e também automóveis. O programa chama-se American Pickers ,  no Brasil , Caçadores de Relíquias.


                                                           Simca Chambord

De certa forma me identifiquei com o programa, pois já faço isso a algum tempo, como mostro nesta foto.
Achar preciosidades  guardadas a anos em garagens e barracões é uma emoção tão grande quanto restaurá-las.




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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Giugiaro: o projetista do século XX


Giorgetto Giugiaro nasceu em 7 de agosto de 1938 em Garessio, região de Piemonte na Itália.
Ainda adolescente estudou artes e desenho técnico, sendo descoberto por Dante Giacosa , designer e diretor técnico da Fiat, que o levou para trabalhar no centro de estilo da marca. Poucos anos depois foi convidado a  assumir cargo de destaque no estúdio de Nuccio Bertone, onde desenhou vários modelos esportivos de luxo e carros conceito, como vimos no Corvair Testudo, que postei anteriormente.
Em 65, Giugiaro muda-se para a Ghia, renomada empresa italiana de desenho e construção de carrocerias, tornando-se Diretor do Centro de Estilo e Desenho. Durante os dois anos que ali esteve realizou trabalhos fantásticos como o De Tomaso Mangusta e o Maserati Ghibli ambos em 66.

                                            De Tomaso Mangusta

Em 67 fundou a Ital Styling empresa independente pela qual prestava serviços à Ghia.
Mas foi com a Italdesign que Giugiaro realizou seu sonho de trabalhar por conta própria.
A partir de 74 a firma ganhava uma divisão de Design de Produto, em diferentes ramos de mercado, como câmeras fotográficas, móveis, telefones, relógios e computadores.
Na década de 70, Giugiaro  lança modelos conhecidos como “papel dobrado”, com linhas definidas por traços retos. Isso lhe rendeu a fama de projetar carros muito funcionais, com bom aproveitamento de espaço e quase sempre com grande área envidraçada. Isso fica claro quando cria vários carros conceito como o Porsche VW Tapiro, e os de linha como o Lótus Spirit em 72, a primeira geração dos VW Passat em 73, o Golf em 74, o Uno em 83 ,  e o lendário De Lorean DMC 12 em 81.

  De Lorean DMC

Este Designer tem em seu currículo uma infinidade de grandes carros desenvolvidos e é um dos projetistas mais premiados da história.
Giugiaro foi eleito em 1999  por 120 jornalistas de diversos países como o Projetista do Século XX,  em uma eleição realizada em Las Vegas .




Fonte: Best Cars Web Site